DESEJO DE CELEBRAR O “ESTAR JUNTO”
CRESCE E PEDE BOLOS À ALTURA
Bolos viram protagonistas para expressar personalidades e espírito do tempo
Você já deve ter ouvido alguém falar (ou até mesmo você já tenha falado) que preferia viajar a ter uma grande festa de aniversário. Incluindo debutantes, que por anos refutam bailes e pompas, para desespero das mães saudosas. Mas o comportamento tem mudado e fazer grandes eventos celebrativos, com direito a bolos como ápice da noite tem sido cada vez mais comum.
Festas recentes estão aí para mostrar que os grandes eventos de aniversário estão em alta. Em agosto, a atriz Bruna Marquezine celebrou 30 anos na Ilha Fiscal (RJ), tendo um bolo de cinco andares em estilo vitoriano, decorado com babados e cerejas, como estrela central.
Já a cantora Madonna reuniu a família e amigos, também no mês passado, para comemorar os 67 anos com festão na Toscana, com direito a bolo em formato de “Labubu”, pelúcia da marca chinesa Pop Mart e que, na ocasião, fez referência ao famoso “sutiã de cone” da cantora.
Outras artistas também escolheram bolos nada discretos para celebrar seus aniversários, como Gkay, que encomendou um naked cake cuja circunferência era praticamente a mesma de sua altura (1,5 m) e Marina Ruy Barbosa, com bolo “colchão” decorado em estilo vintage, com direito a papel de arroz com uma foto sua de infância no centro. Provando que o que um dia já foi considerado cafona, agora está na moda.
Para Rebeca de Moraes, sócia da empresa de pesquisa de comportamento do consumidor Esquina, o desejo de celebrar de forma grandiosa é uma característica que chega nos anos pós-pandemia. “É, naturalmente, um período em que temos muito desejo de estar junto. Então, não é à toa que a gente vê hoje, mais do que no passado, muita festa, muito show, muito evento. Todos os artistas fazendo esses shows de volta de 10, 20, 30, 50 anos de carreira. As festas no geral, estão um pouco nesse contexto”, explica.
Ainda, segundo a pesquisadora, a tendência de grandes celebrações não se resume a buffet, baladas e grandes salões. “Tem uma profusão de festas em lugares aleatórios, como lojas de beleza, tipo Sephora; festa do pijama em casa; piqueniques. E, claro, o bolo é fundamental nesses momentos”, detalha Rebeca.
Ela aponta ainda que o movimento não é passageiro. “Acho que, inclusive, temos organizado mais situações em que o bolo está presente. Principalmente entre a geração Z, que não têm exatamente uma cultura de festa, mas tem interesse em se reunir em comunidade. Então, é interessante observar que esse grande bolo vai estar em contextos muito diversos nos próximos anos”, ressalta.
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