Crostoli
O crostoli (ou galani) também é conhecido na Itália como grostoli, latogue, frappe, sfrappole, bugie – dependendo da região onde é feito; cueca virada ou orelha/língua de gato aqui no Brasil, bugnes na França, chrusciki para os poloneses e angel wings nos Estados Unidos.
Ingredientes
JÁ PRA COZINHA!
VOCÊ
SABIA?
As receitas de crostoli variam muito. Aqui no Brasil, a massa básica costuma levar apenas farinha e ovos, mas as receitas tradicionais italianas adicionam grappa, anisette e até mesmo suco e raspas de limão ou laranja. Algumas pedem fermento biológico fresco, outras o químico e outras, ainda, nem de fermento precisam.
Tantas receitas resultam em muitas variações do doce, seja no corte e na dobra da massa ou até mesmo em sua textura. Aqui na família, as duas nonnas faziam versões bem distintas: uma seguia a linha mais parecida com um biscoito — que leva fermento biológico — e a outra preferia aquela versão parecida com massa de pastel, que não leva fermento.
A receita, sem uma versão oficial, foi trazida de além-mar durante a época da imigração italiana e se espalhou pelo mundo todo. Do Brasil à Croácia, cada país tem sua variedade, seu nome e seu modo peculiar de prepará-lo.
Resumidamente, o doce é italiano e consumido na época de Carnaval (segundo o livro de Gino Brunetti, Cucina mantovana di principi e di popolo. Testi antichi e ricette tradizionali, de 1981). Cortado em formato retangular e dobrado como um nó — recebendo em algumas regiões o nome de fiocchetti —, é feito com uma massa de farinha de trigo e polvilhado com açúcar, podendo também ser coberto com chocolate, mel ou raspas de laranja e servido com mascarpone.
Não existe fórmula secreta ou “correta”; o que vale são as mãos e o coração de quem cozinha para netos, filhos ou marmanjos. Esta receita é da bisavó da minha filha, avó de todos nós e a pessoa mais doce que conheço: Ida dela Costa Vitale (também conhecida como Bisa)!