finalizacao Ingredientes

    ah!

    O demolho serve apenas para adiantar o processo de cozimento. Quanto maior o tempo, mais rápido sua canjica vai cozinhar.

Fica
a dica

Se você não consome leite de vaca pode substituir por leite de coco caseiro ou por leite vegetal de amêndoas, castanha de caju, etc!

 

preparo JÁ PRA COZINHA!

    A expressão vem do italiano e significa literalmente, “ao dente”. É o ponto de cozimento onde o grão ou massa, oferece uma leve resistência ao ser mordido. A textura é firme, mas nunca dura ou crua.

    A expressão vem do italiano e significa literalmente, “ao dente”. É o ponto de cozimento onde o grão ou massa, oferece uma leve resistência ao ser mordido. A textura é firme, mas nunca dura ou crua.

Quem já tomou Chá de burro, levante a mão!

por Lúcia Soares

No Maranhão, reza a lenda que se toma “chá de burro” para ficar inteligente! Sabe quando mais se consome esse chá? Nas festas juninas. Nas redondezas, bem na região amazônica, há uma lenda do boto-cor-de-rosa que seduz as mais belas moças solteiras nas noites de comemorações juninas. Será que, se elas tomassem um “chá de burro” ainda cairiam na lábia do boto?

A canjica, segundo Câmara Cascudo é um dos “[…] modelos mais simples [de arroz-doce], certamente os mais antigos, figuravam nas mesas pobres nos momentos de alegria. Era uma constante na ‘festa de pobre’, como a canjica pelo São João.” Inspirado no arroz-doce, trata-se, portanto, de um dos modos mais antigos e frequente de consumir milho no Brasil, tão popular na senzala quanto na casa-grande, das casas abastadas às mais humildes.

Nesse país imenso, são tantas formas de nomear esse doce, um dos mais genuinamente brasileiros e também um dos mais consumidos nas festas juninas de norte a sul do Brasil. Chama-se Chá de burro e Mingau de milho (regiões do Maranhão e Piauí), Piruruca (Minas Gerais), Corá e Canjiquinha (Rio de Janeiro), Mugunzá ou Mungunzá (parte do Nordeste) e Canjica na maior parte do país.

Os escravos chamavam a canjica, refeição vespertina da senzala, de “angu de caroço”, expressão utilizada até hoje para definir uma confusão, do mesmo modo que “tem caroço nesse angu” sugere desconfiança numa determinada situação.

O sabor desse doce também varia de acordo com a região. Pode ser produzido com milho branco, mas também pode-se optar pelo amarelo; leite de vaca ou leite de coco, açúcar, mel, melado ou melaço e rapadura; cravo e canela; pedaços de coco, amendoim ou paçoca. Qual é o seu? O paladar e os hábitos alimentares são características culturais, por isso Cascudo adverte: “É indispensável ter em conta o fator supremo e decisivo do paladar”.

Agora, você que só fica aí “com as canjicas de fora” (rindo), achando que “debaixo desse angu tem caroço” (desconfiado) então, vamos, literalmente, “pôr fogo na canjica” (animar) minha gente! Já para a cozinha!

PARA ADOÇAR ARRAIÁ

Receitas para se deliciar depois da quadrilha