O melhor sorvete de Roma
É impossível pisar em solo italiano e não desejar saborear o vero gelato! Em Roma, o que não faltam são opções, mas se você não quiser cair em "roubadas", aqui estão os melhores do nosso ranking de 2024!
Gosto é algo totalmente relativo e depende de uma série de fatores. Em viagens, especialmente, tudo está ligado ao seu estado de espírito. Percebi que criar um ranking para ajudar as pessoas a não desperdiçarem suas calorias (e seus preciosos euros) com sorvetes ruins é algo extremamente subjetiva, mesmo com todo o conhecimento técnico para reconhecer um bom gelato. Além da preferência pessoal, quando o assunto é definir o melhor, a experiência vivida no lugar tem um peso enorme: tudo precisa se encaixar perfeitamente — o clima, o momento, as expectativas, o atendimento e o local.
Pode ser que você tenha ido visitar a Fontana di Trevi, detestado ver a multidão amontoada e, ao tentar se refrescar na San Crispino (que considero um dos — eu disse UM DOS — melhores de Roma), sua experiência tenha sido ofuscada pelo caos. Ou, pelo contrário, o sorvete pode ter salvado o seu passeio! Da mesma forma, talvez após comprar um maravilhoso perfume na Profumum você tenha saído tão feliz que se esbaldou com um gelato da Fatamorgana (que eu nem considero tão incrível assim…). Ou não. Depende! De tudo…
Sempre que vou a Roma, reservo um bom tempo do dia para desbravar as sorveterias da cidade: visito as que considero imperdíveis para matar a saudade, as que não me conquistaram (ainda) — pois sempre acredito na possibilidade de melhora — e as novidades. Afinal, estamos falando da cidade com maior número de sorveterias por metro quadrado!
Quando busco uma boa experiência, vou além da cremosidade e sabor; um atendimento ruim pode colocar tudo a perder, e em Roma, ser mal atendido é mais comum do que se imagina. Espero que este Top 3 ajude você em sua busca por deliciosas experiências geladas e inesquecíveis na Cidade Eterna. Porque ninguém merece viajar até a Itália para tomar um gelato medíocre.
1˚ CREMILA
Essa foi a maior prova de que precisamos estar abertos às surpresas que uma cidade nos guarda! Depois de passar na Lemongrass e novamente atestar que é uma das piores sorveterias de Roma, e na famosa Old Bridge, e ver que ela continua ruim, esbarrar com a Cremilla foi um acalento no meu gelado coração de sorvete!
A primeira loja abriu em 2016 no Mercato Centrale de Roma (que aliás é um lugar incrível para visitar) e a segunda, poucos meses depois, em Firenze. Em 2018 a primeira sede oficial abriu na Via di Porta Castello, entre o Prati e Borgo Pio, no coração de Roma até se transformar em uma rede com lojas espalhadas pela cidade.
Esta foi a maior prova de que precisamos estar abertos às surpresas que uma cidade nos reserva! Depois de passar na Lemongrass e atestar, novamente, que é uma das piores de Roma, e de visitar a famosa Old Bridge para confirmar que ela continua ruim, esbarrar com a Cremilla foi um acalento no meu gelado coração de sorvete.
A marca teve uma trajetória rápida: a primeira unidade abriu em 2016 no Mercato Centrale de Roma (que, aliás, é um lugar incrível para visitar) e a segunda, poucos meses depois, em Firenze. Mas foi em 2018 que a sede oficial abriu as portas na Via di Porta Castello, entre o Prati e o Borgo Pio, bem no coração de Roma.
Entrei na loja sem expectativa nenhuma. Em Roma, eu sempre desconfio de lojas “fofinhas” demais. A Cremilla, além de estar vazia (tudo bem, era quase meia-noite), exalava um cheiro de novidade fortíssimo. Ou seja: meu alerta piscou!
Pedi meu gelato com três sabores pelo valor padrão da cidade (3 euros): Mediterrâneo, Pera e Pistache (afinal, em Roma, faça como os romanos…). E Jesus, Maria e José! Não sei se foi minha energia vibrando enlouquecidamente, mas a loja lotou em menos de cinco minutos após a minha primeira — e apaixonante — lambida.
Foi, sem dúvida, um dos melhores dos sorvetes da minha vida!🤗
Perfumado, intenso e com uma textura que me fez sentir como se estivesse comendo a fruta fresca! O Mediterrâneo foi uma agradabilíssima surpresa: amêndoas com laranja glaceada em micro pedacinhos e biscoito triturado na dose ideal para garantir uma crocância incrível. O de pistache também é cremoso, intenso e muito saboroso (embora eu ainda prefira o do Capitán Cono). E o de pera… Mamma mia! A textura é idêntica à da fruta. Sabe aquela sensação de “areia doce” característica da pera? Pois é. Esse é o sorvete! PURA FRUTA (sim, estou gritando histericamente!).
Os sorvetes são produzidos com mais de 50% de frutas frescas e diversas opções que valorizam o movimento Slow Food, utilizando amêndoas de Torito, pistache de Stigliano (da pequena cidade de Basilicata, na província de Matera), avelãs de Nebrodi e os tradicionais biscoitos Meliga.
Além dos gelatos, o espaço oferece semifreddos em formato de lindos entremets, além de waffles, panquecas, crepes, smoothies de iogurte orgânico e milk-shakes com nomes inspirados em artistas famosos como Matisse e Mondrian. Aliás, uma das vertentes que faz parte da identidade da Cremilla é a paixão pela arte: na primeira loja você vai encontrar criações de Nina Voluta e de Mauro Pallotta (o grafiteiro conhecido por seu mural do Papa Francisco).
Em termos de experiência, a Cremilla é completa. Você pode voltar inúmeras vezes, pois opções para se deliciar não faltam. Foi amor à primeira lambida, com certeza!
ONDE?
Via di Porta Castello, 39
verifique outros endereços AQUI
Localizada na Via Porta Cavalleggeri, a Capitan Cono produz gelatos fresquinhos todos os dias. Entre os sabores mais populares, destacam-se o de Pistache (para mim, o melhor de toda Roma!) e o intrigante Bianconiglio — uma combinação de amêndoa doce com geleia de laranja amarga e anis verde.
Outro destaque é o Fondente al Marino Moscato, um chocolate escuro com tangerina e noz-moscada que foi apresentado no Gelato Festival 2017. Mas o rei de todos é o Crema Gianduia: feito com chocolate Perugina e uma receita própria que leva impressionantes 14% de avelãs! É como uma Nutella gelada (só para você ter um parâmetro), mas em uma mistura densa, cremosa e absolutamente perfeita. Parece que o George tirou o creme do pote, colocou na máquina e serviu na casquinha. É DIVINO! E eu, que nem sou tão fã de gianduia, me esbaldei como se não houvesse amanhã (ou balança!).
Para você entender do que estou falando e a dimensão do meu vício: fiquei cinco dias em Roma e fui todos os dias na Capitan Cono — em um deles, fui duas vezes! Na minha despedida da cidade, às 9h da manhã, lá estava eu garantindo minha última casquinha da temporada, quase com lágrimas nos olhos e certa de que vou sentir saudade desse sorvete.
O preço segue o padrão da cidade (2 euros por 2 sabores), com a diferença de que a porção aqui é muito, mas muito mais generosa.
A cada ida a Roma, uma visita ao Capitan Cono! O melhor sorvete de gianduia de toda Roma!!
3˚ I Caruso
Esta já foi minha sorveteria preferida (há uns dez anos), e até hoje sempre desvio a minha rota para visitá-la. Tradição ou saudosismo? Não sei dizer ao certo.
Em minha última visita, o sorvete apresentava muitos cristais de gelo e estava com uma textura “molenga”. O atendimento também deixou a desejar; embora a loja feche oficialmente à 1h da manhã, às 22h quando cheguei, a equipe já parecia estar entregando os pontos.
Ainda assim, a I Caruso teve o poder de me transportar para a minha primeira vez em Roma. Esse retorno ao passado me fez recordar da Joyce de 25 anos e do dia em que me apaixonei por este lugar. O sorvete de zabaglione continua sendo o melhor da cidade. E o de pistache, embora já tenha sido superado por novatos (como a Capitan Cono), ainda é muito saboroso. Minha nova aposta foi o sabor café: amargo na medida e muito interessante.
A sorveteria oferece uma quantidade discreta de sabores, todos mantidos em cubas tampadas (como na Cremilla), o que garante um controle rigoroso de temperatura e evita a oxidação do gelato. Hoje, a marca se expandiu e abriu diversas unidades por Roma ficando mais próximo ao centro histórico. Eu visitei a unidade da Via Federico Cesi, no Prati, para aproveitar a proximidade com a Neve di Latte. Mas recomendo que, para uma experiência “velha guarda”, você vá à unidade da Via Collina.
O valor segue o padrão romano sugerido na maior parte das sorveterias: 2 euros por dois sabores, seja no copinho ou no cone (que, para ser sincera, não é feito na casa e é bem ruinzinho).
Dica extra: Se estiver pela região da Via Collina, aproveite para conhecer também a Come il Latte.
Agora me conte, qual o melhor gelato de Roma na sua opinião?
Para saborear Roma
andar e comer, andar e comer!