Originária da Ásia Ocidental, as maçãs têm sido cultivadas há milhares de anos na Ásia e Europa. Foram levadas a América do Norte pelos colonizadores europeus e chegaram ao Brasil em 1926, pelas mãos do fruticultor Batista Bigneti.

Apesar de não ser uma fruta nativa, somos o 9° maior produtor mundial da fruta (mesmo sem termos o clima temperado necessário para cultivo), que tem presença garantida na fruteira dos brasileiros — afinal, ela é fácil de transportar e, se bem conservada, demora a estragar.

Presente na mitologia e religiões de muitas culturas, a maçã é o “fruto proibido” que expulsou Adão e Eva do paraíso (mesmo que não exista uma especificação sobre o fruto no livro de Gênesis). Considerada, desde a Grécia Antiga, um símbolo de amor e sedução, deu a Issac Newton a ciência da força da gravidade e foi responsável pelo sono profundo da Branca de Neve. Na mitologia nórdica, a deusa Iðunn é retratada na Prosa Edda (escrita no século XIII por Snorri Sturluson) como a fornecedora de maçãs para os deuses, garantindo-lhes a juventude eterna.

A maçã possui características “superpoderosas” quando o assunto são benefícios à saúde: ela ajuda a emagrecer, diminui as taxas de colesterol ruim, tem ação detergente que afasta o mau hálito e combate doenças como câncer e asma. Já ouviu o ditado :”uma maçã por dia mantém o médico distante?” Pois ele tem seu fundo de verdade, e além de tudo isso, a casca da maçã é rica em fibras e vitamina C e possui polpa rica em minerais, como cálcio e fósforo.

Entre as tantas variedades consumidas pelo mundo, no Brasil as mais encontradas e consumidas são a Gala, Fuji, Red, Argentina, Pink Lady e Granny Smith. Mesmo que poucas, cada uma com características próprias que vão influenciar no preparo de seus doces; por isso, é importante conhecer especificamente cada tipo de maçã para usar suas particularidades a favor de suas produções!

Entre as tantas variedades consumidas pelo mundo, no Brasil as mais encontradas são a Gala, Fuji, Red (Argentina), Pink Lady e Granny Smith. Cada uma possui características próprias que vão influenciar no preparo de seus doces; por isso, é importante conhecer especificamente cada tipo para usar suas particularidades a favor de suas produções!

AS VARIEDADES

Gala: Descoberta no Canadá, é considerada uma das melhores opções para comer direto do pé. As maçãs Gala são pequenas e têm uma casca bem fina. Sua base é vermelha e possui nuances de verde e amarelo. No quesito sabor, possuem um leve toque de baunilha. Embora a Gala seja muito boa para consumo in natura, também é excelente para usar em saladas e molhos.

Fuji: É um cruzamento entre a “Red Delicious” e a “Ralls”. Foi introduzida no Japão em 1962 e nomeada em homenagem ao Monte Fuji. É uma maçã firme, crocante, de textura fina e sabor picante, com alto teor de açúcar e baixo teor de acidez. A casca varia entre o verde-amarelado com manchas vermelhas e o vermelho vivo. É uma variedade conhecida no mundo todo, podendo ser consumida in natura ou utilizada em bebidas alcoólicas como sidra ou vinho.

Argentina (Red Delicious): Originária do Peru (Iowa, EUA), é uma das mais conhecidas e cultivadas em toda a América. Embora tenha uma aparência esplêndida, é uma das variedades de sabor mais ameno e casca amarga. De polpa bem branca, quando madura, ela “esfarela” na boca. É ótima para geleias, molhos e purês.

Granny Smith: A maçã Granny Smith “nasceu” em 1868 na Austrália, quando Maria Ann Smith descobriu um novo tipo por acaso. A muda (Malus domestica vs. Malus sylvestris) cresceu alegremente no clima úmido e quase subtropical de Sydney. A Granny Smith é crocante, levemente ácida (com um toque amargo) e possui bastante suco. É perfeita para compor saladas — já que, após cortada, mantém sua coloração branca por conta da elevada acidez — e é uma ótima opção para doces, podendo ser mesclada com maçãs mais doces para balancear a acidez

Pink Lady™: É uma seleção extremamente exigente de maçãs da variedade Cripps Pink. Tem nuances de cor-de-rosa sobre uma base amarela esverdeada. Conhecida como a “rainha das maçãs”, é crocante e tem uma polpa densa e firme, com um sabor excelente e quase efervescente. Possui alto teor de açúcar, tornando-a perfeita para a confeitaria, em especial para o preparo de tortas junto com a Granny Smith. Apesar de ser doce apresenta uma acidez leve e presente, importante para a composição de pratos doces.

Braeburn: Descoberta em 1952 pelo agricultor O. Moran, na Nova Zelândia, é uma das mais tradicionais no mercado. Sua casca é facilmente identificável, pois apresenta uma série de listras laranjas e vermelhas em um fundo verde ou amarelo. Além disso, possui um sabor que equilibra o doce e o picante.


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